Breath

Ask me anything   This is the last time, cause you and I, we were born to die

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    É tão errado, mas, estranhamente está tudo no seu lugar. Digo, a estranheza de tudo é justamente essa. Tudo errado, mas tudo no lugar. Fica um pouco repetitivo, mas talvez assim, me acostume com a ideia. Repetindo várias vezes o que parece improvável. Não é que esteja reclamando de estar tudo no lugar, é só que me incomoda perceber que escolhi o lugar errado pra cada coisa. Deveria estar tudo bem, deveria estar feliz, mas não está. E agora? Devo tirar tudo do lugar, montar o quebra-cabeça com as peças sem realmente se encaixar, pra ver se assim ficam mais agradáveis? Dá vontade, mas dá medo. Assusta, espanta. Por que deveria sair disso? Pode melhorar, mas pode piorar, pode ficar completamente ruim. Sim, pode mesmo piorar. Sempre pode, apesar de pensarmos que as coisas ruins cessam. Desgraça não vem sozinha. Assim como nada de negativo que temos em nós. Mas o meu problema não é realmente a quantidade de coisas que me destroem, que acabam comigo. Meu problema é querer continuar assim. É esse maldito medo de inovar, de fazer algo diferente. É só que, bem, pode dar errado. E eu não quero mais coisa errada pra mim.

    É tão errado, mas, estranhamente está tudo no seu lugar. Digo, a estranheza de tudo é justamente essa. Tudo errado, mas tudo no lugar. Fica um pouco repetitivo, mas talvez assim, me acostume com a ideia. Repetindo várias vezes o que parece improvável. Não é que esteja reclamando de estar tudo no lugar, é só que me incomoda perceber que escolhi o lugar errado pra cada coisa. Deveria estar tudo bem, deveria estar feliz, mas não está. E agora? Devo tirar tudo do lugar, montar o quebra-cabeça com as peças sem realmente se encaixar, pra ver se assim ficam mais agradáveis? Dá vontade, mas dá medo. Assusta, espanta. Por que deveria sair disso? Pode melhorar, mas pode piorar, pode ficar completamente ruim. Sim, pode mesmo piorar. Sempre pode, apesar de pensarmos que as coisas ruins cessam. Desgraça não vem sozinha. Assim como nada de negativo que temos em nós. Mas o meu problema não é realmente a quantidade de coisas que me destroem, que acabam comigo. Meu problema é querer continuar assim. É esse maldito medo de inovar, de fazer algo diferente. É só que, bem, pode dar errado. E eu não quero mais coisa errada pra mim.

    — 1 week ago with 1 note

    As pessoas tem esse hábito de palavras vazias. Não me privando disso. Eu também tive, por muitas vezes. Eu também tenho. Mas acredito que quando uma situação ruim atravessa nossa vida, passamos a pensar na força que isso tem. Me entristece ver alguém dizendo estar desanimado/a com a vida, querendo morrer (mesmo que eu já tenha dito isso tantas vezes, sem pensar de verdade sobre, ou pensando e acreditando estar certa). Coisas do gênero tem me perturbado. Talvez por essa situação, alias, com certeza é por isso. O fato é que dizemos muitas coisas sem saber o real significado delas. Dizemos sem sentir. Dizemos tentando escapar do sufoco causado por uma enxurrada de sentimentos. E não da certo. Porque uma vez falada, a palavra não tem volta. E mesmo não querendo dizer o que está dizendo, não é assim que seu receptor vai compreender. Sei que há muito o que se pensar, principalmente quando queremos falar sobre a vida. Não é assim, simples. Não é finita, não é infinita. Não é como queremos que seja, mas não quer dizer que seja ruim. Não é nada e é tudo. Não vale pra gente, as vezes. Mas vale tanto pro outro. Hoje vejo como era uma besteira meus momentos de fraqueza, que pensava em um suicídio, por exemplo. Não tenho e não tinha o direito de me tirar da vida da minha mãe, por exemplo. Não tenho o direito de acabar com nada ou de causar a tristeza, a falta em alguém. Ninguém tem esse direito.

    — 1 week ago